O Futuro do Mercado de Trabalho: A relação Automação x Trabalho no Comércio Exterior

A automação comercial impactou o mercado, e um conjunto de funções emergentes ganhará importância significativa nos próximos anos.

O mundo do trabalho está em um estado de fluxo, e possui bons motivos para causar certa ansiedade diante das novidades. Há uma crescente divergência das oportunidades do mercado de trabalho entre empregos de alta e baixa qualificação, desemprego e subemprego, especialmente entre os jovens, renda estagnada para uma grande proporção de domicílios, juntamente com a desigualdade de renda. A migração e os seus efeitos no emprego tornaram-se uma questão política sensível em muitas economias avançadas.

Bem como o desenvolvimento da automação comercial possibilitada por tecnologias que incluem robótica e inteligência artificial que trazem a promessa de maior produtividade, crescimento econômico, maior eficiência, segurança e conveniência. No entanto, essas tecnologias também levantam questões difíceis sobre o impacto mais amplo da automação em empregos, habilidades, salários e a própria natureza do trabalho.

Muitas atividades que os trabalhadores realizam hoje possuem potencial de automatização. Da mesma forma, sites de correspondência de empregos como o LinkedIn e o Monster estão mudando e expandindo a forma como as pessoas procuram trabalho e as empresas identificam e recrutam talentos. Trabalhadores independentes estão cada vez mais optando por oferecer seus serviços em plataformas digitais, incluindo Upwork, Uber e Etsy e, no processo, desafiando ideias convencionais sobre como e onde o trabalho é realizado.

Qual a perspectiva sobre a evolução das funções de trabalho junto a automação comercial?

Para os formuladores de políticas, os líderes empresariais e os próprios trabalhadores, essas mudanças criam uma incerteza considerável, juntamente com os benefícios potenciais. Esta nota informativa visa fornecer uma base factual sobre as múltiplas tendências e forças que afetam o mundo do trabalho, com base em pesquisas recentes do McKinsey Global Institute e entre outros. De acordo com o relatório, um grupo de funções emergentes ganhará importância significativa nos próximos anos, enquanto outro grupo de perfis de trabalho será configurado para se tornar cada vez mais redundante. Em todas as indústrias, até 2022, o grupo de profissões emergentes deverá aumentar sua participação no emprego de 16% para 27% da base total de funcionários dos entrevistados que participaram da pesquisa (representando mais de 15 milhões de trabalhadores no total), considerando que a percentagem do emprego de papéis em declínio deverá diminuir, passando atualmente de 31% para 21%.

Em contraste com a automação no comércio exterior, cerca de metade dos empregos centrais de hoje – compondo a maior parte dos empregos entre as industrias – permanecerá relativamente estável no período até 2022.

Dentro do conjunto de empresas pesquisadas, representando mais de 15 milhões de trabalhadores no total, as estimativas atuais sugerem um declínio de 0,98 milhão de empregos e um ganho de 1,74 milhão de empregos. Extrapolando estas tendências entre aqueles empregados por grandes empresas na força de trabalho global (não agrícola), estima-se que até 2022, 75 milhões de empregos podem ser deslocados enquanto 133 milhões de novos papéis podem emergir que são mais adaptados à nova divisão de trabalho entre humanos, máquinas e algoritmos.

Então, quais trabalhos estão definidos para se tornar redundantes?

Nos setores pesquisados, os empregos que se espera que se tornem cada vez mais redundantes durante o período de 2018 a 2022 são de rotina, com qualificação intermediária – como balconistas de dados, balconistas de contabilidade e folha de pagamento, secretárias, auditores, caixas bancárias e caixas. Existem trabalhos suscetíveis a avanços em novas tecnologias e automação de processos.

Enquanto isso, empregos como analistas de dados e cientistas, especialistas em AI e Machine Learning, desenvolvedores e analistas de software e aplicativos devem aumentar a demanda.

Dados do Fórum Econômico Mundial, relatando as 10 Profissões Emergentes, e as 10 Profissões em Declínio, mostrando as habilidades com maior importância no futuro, juntamente com a automação comercial.
Assim, habilidades como pensamento analítico, inovação, criatividade, design de tecnologia e programação, habilidade especiais, de memória e manutenção da tecnologia terão maior destaque.

Fatores que afetam o futuro dos empregosem vista da automação comercial

De acordo com os empregadores globais pesquisados ​​para este relatório, quatro avanços tecnológicos específicos – internet móvel de alta velocidade, inteligência artificial, ampla adoção de análise de Big data e tecnologia em nuvem – são os impulsionadores positivos que vão dominar o período 2018-2022, afetando o crescimento dos negócios positivamente. Estas são acompanhadas por uma série de tendências socioeconômicas que impulsionam as oportunidades de negócios em sincronia com a disseminação de novas tecnologias, como as trajetórias nacionais de crescimento econômico; expansão da educação e das classes médias, em particular nas economias em desenvolvimento; e o movimento em direção a uma economia global mais verde através de avanços em novas tecnologias energéticas. 

Enquanto isso, as tendências tecnológicas e sociais que devem impactar negativamente o crescimento dos negócios incluem o aumento do protecionismo, ameaças cibernéticas, mudanças nas políticas governamentais, os efeitos das mudanças climáticas; e sociedades cada vez mais envelhecidas.

Também a adoção acelerada de tecnologia, a mudança na geografia da produção, distribuição e cadeias de valor, e o impermeio, moldarão o futuro dos empregos. Até 2022, de acordo com as intenções declaradas de investimento das empresas pesquisadas para este relatório, 85% dos entrevistados estão propensos ou muito propensos a ter expandido sua adoção de análise de big data de usuário e entidade. Da mesma forma, é provável que grandes proporções de empresas tenham expandido sua adoção de tecnologias, como a Internet das coisas e os mercados habilitados para aplicativos e Web, e fazer amplo uso da computação em nuvem. 

Impacto no Comércio Exterior

Devido à crise econômica que o Brasil atravessa nos últimos anos, empresas operantes no Comércio Exterior foram obrigadas a se adequarem a novas maneiras eficientes para manter os negócios. Reduzir custos visando o aumento dos ganhos se tornou o principal ponto a ser tratado internamente, e a chegada de tecnologias ao setor se tornou a principal ferramenta nessa busca.

Assim, a velocidade nos momentos de tomada de decisão é essencial para gerar a fluidez de caixa necessária para manter as operações em momentos adversos. Nesta hora, a automação comercial se torna ponto crucial para que se tenha acesso às informações em tempo real. Informações como valor de frete, produtos em transporte, datas de chegada e saída, e até mesmo dados a respeito do desempenho interno do grupo responsável pelos processos auxiliam os profissionais a optar por diferentes rumos em diversas situações.

Diariamente, empresas que realizam operações de importação e exportação enfrentam problemas que se tornaram comuns durante os anos, causados pela burocracia e erros cometidos em operações feitas manualmente. Isso leva a destacar outro ponto positivo agregado com a tecnologia: a queda da margem de erro humano, com filtragem e indicadores que advertem a cada informação que é inserida de forma errada no sistema.Mecanismos como esse diminuem as chances de multas geradas por equívocos nas questões fiscais dos processos. Ademais, a tecnologia atual pode analisar impostos pagos, e identificar valores que ainda possam ser reavidos, seja por benefícios fiscais, ou valores pagos a mais. Situações que se tornaram recorrentes em regimes especiais aduaneiros, como o Drawback.

Os sistemas especializados a disposição destas empresas apresentam uma abrangente série de opções, adaptadas a cada situação e tamanho de negócio.

Praticamente todos os setores do mercado de trabalho vem sofrendo mudanças drásticas , e da mesma forma o Comércio Exterior. Sendo notável a necessidade de automatizar processos e se manter constantemente atualizado a inovações tecnológicas. Consequentemente, funções que anteriormente eram realizadas por diversos setores de funcionários, hoje podem ser facilmente substituídas por sistemas que automatizam essas funções. Diariamente, empresas que realizam operações de importação e exportação enfrentam problemas que se tornaram comuns durante os anos, causados pela burocracia e erros cometidos em operações feitas manualmente.

Desta forma, a automação comercial se mostra a aliada necessária para superar a crise e buscar crescimento, demonstrando diferencial de mercado e abrindo portas para um crescimento global das operações de comércio exterior.

Preparando-se para o futuro

Governos e organizações de todo o mundo começaram a acordar para as mudanças que se avizinham e perceber que os imperativos da elite precisam estar na vanguarda para se preparar para o futuro. 

Por exemplo, de 2018 , Udom Kachinthorn, vice-ministro da Educação da Tailândia, declarou que até 2030, 72% dos diplomados universitários na Tailândia poderiam estar desempregados ou trabalhando em um emprego que não exige um diploma de bacharel, já que seus empregos terão sido tirados por inteligência artificial e robôs. O ministro destacou que a transformação digital irá redefinir totalmente a forma como as pessoas trabalham, vivem e aprendem.

Em suma, o ponto positivo que notamos é que governos e organizações começaram a acordar para a realidade de que os empregos vão mudar no futuro. O que resta ser visto, porém, é que, à medida que os avanços tecnológicos colocam desafios aos modelos e práticas de negócios existentes e os modificam, com que rapidez é preciso adaptar e reabilitar a força de trabalho para esse futuro em mudança. Juntamente com uma liderança ousada, também exige uma mentalidade ágil de aprendizagem ao longo da vida dos funcionários.

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1 Resultado

  1. 23 de setembro de 2019

    […] exportação e importação ocorriam, e a coleta de informações acontecia basicamente de forma “manual”, exigindo uma constante atenção e esforço dos analistas e operadores para estarem atualizados […]

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